Entre lagartos, acacias y baobabs:
agenciamientos entre identidad racial y naturaleza en “Las panquecas de Mama Panya”
DOI:
https://doi.org/10.22420/rde.v19i45.2795Palabras clave:
Literatura Infantil Negra, Identidade racial, NaturezaResumen
Este artículo analiza “Las Pancakes de Mamá Panya” desde la perspectiva de la literatura infantil negra, la Educación Ambiental y los Estudios Culturales. La obra es investigada como un espacio de circulación de saberes, afectos y significados, promoviendo la construcción de identidades raciales en diálogo con saberes ancestrales y la historia (Munanga, 2022; Gomes, 2002). La Educación Ambiental se comprende como una práctica ética y política que reconoce la interdependencia entre seres humanos, seres no humanos y territorios (Reigota, 2009). La narrativa y las ilustraciones funcionan como catalizadores de aprendizajes situados, cooperación y cuidado, alineadas a epistemologías afrodescendientes e indígenas (Silva, 2016; Domingos, 2011; Krenak, 2020). La obra revela el potencial de la literatura infantil negra para inspirar modos de existir, convivir y educar más plurales, sensibles y sostenibles.
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