Violência escolar como expressão das desigualdades territoriais
permanências históricas e mediações pedagógicas em Campinas/SP
DOI:
https://doi.org/10.22420/rde.v20i47.2949Palavras-chave:
Educação Patrimonial, Cultura de Paz, Inovação Educacional, Avaliação ParticipativaResumo
O artigo analisa a violência escolar em Campinas/SP como expressão de desigualdades territoriais, historicamente constituídas desde os séculos XVIII a XX. Distingue-se entre violência na, à e da escola, articulando revisão bibliográfica especializada e dados de pesquisa qualitativa exploratória em escolas situadas em regiões de vulnerabilidade socioespacial. O argumento central sustenta que a violência escolar não pode ser reduzida a comportamentos individuais ou a falhas disciplinares, mas deve ser interpretada como manifestação de segmentação social, hierarquização racial, diferenciação de gênero e dualidade histórico-educacional entre público e privado. O estudo demonstra que respostas exclusivamente securitárias se mostram insuficientes para enfrentar tais raízes históricas, concluindo que a superação desse quadro exige inovação educacional estruturada, avaliação institucional participativa, educação patrimonial crítica e práticas restaurativas fundamentadas na cultura de paz, reposicionando a escola pública como mediadora ativa das desigualdades e promotora de coesão social no território.
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