Entre a retórica da paz e a experiência de violência

colégios cívico-militares do estado do Paraná

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22420/rde.v20i47.2934

Palavras-chave:

Militarização da educação, Cultura de paz, Violência institucional, Políticas educacionais, Paraná

Resumo

O artigo analisa a noção de cultura de paz nos colégios cívico-militares do Paraná, entre 2019 e 2026, convertida em dispositivo disciplinar orientado à hierarquia, à obediência e ao controle comportamental. Fundamentado no materialismo histórico-dialético, o estudo mobiliza documentos normativos expedidos pelas Secretaria de Estado da Educação e Secretaria de Segurança Pública do Paraná, manuais e guias de padronização do programa, registros oficiais, denúncias de entidades sindicais e reportagens. Evidencia-se que a definição institucional de violência se restringe ao plano individual, desconsiderando determinações estruturais, práticas normativas, simbólicas e físicas dessa violência. Com a retórica da proteção e da ordem consolida-se uma racionalidade securitária que desloca a mediação pedagógica para o disciplinamento dos corpos e a gestão do comportamento, tensionando princípios constitucionais da educação pública democrática.

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Biografia do Autor

Italo Ariel Zanelato, Universidade Federal da Fronteira Sul

Doutor em Educação pela Universidade Estadual de Maringá. Professor do curso de pedagogia da Universidade Federal da Fronteira Sul – Campus Laranjeiras do Sul. Pós-doutorando pela Universidade Estadual de Campinas. Pesquisador no Grupo de Estudos e Pesquisas em História da Educação, Intelectuais e Instituições Escolares – GEPHEIINSE – GT HISTEDBR Maringá e integra a Rede Nacional de Pesquisa sobre Militarização da Educação – RePME.

Miriam Fábia Alves, Universidade Federal de Goiás

Doutora em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais. Professora Titular na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás, onde atua no Programa de Pós-Graduação em Educação. Coordena o Grupo de Estudos e Pesquisas em Políticas Educacionais e Juventude (GEPEJ) e a Rede Nacional de Pesquisa sobre Militarização da Educação – RePME. É presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação – ANPEd e coordenadora do Fórum Nacional de Educação – FNE.

Maria Cristina Gomes Machado, Universidade Estadual de Maringá

Doutora em Educação pela Universidade Estadual de Campinas. Professora Titular do Departamento de Fundamento, na Universidade Estadual de Maringá. Pesquisadora CNPq 1B. Líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em História da Educação, Intelectuais e Instituições Escolares – GEPHEIINSE – GT HISTEDBR Maringá.

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Publicado

2026-09-25

Como Citar

Zanelato, I. A., Alves, M. F., & Machado, M. C. G. (2026). Entre a retórica da paz e a experiência de violência: colégios cívico-militares do estado do Paraná. Retratos Da Escola, 20(47), 593–612. https://doi.org/10.22420/rde.v20i47.2934

Edição

Seção

Violências na, da e contra as escolas