Novos documentos curriculares
uma introdução às teorias negras de currículos
DOI:
https://doi.org/10.22420/rde.v19i45.2806Palavras-chave:
Currículos, Afrotopia, Currículos AfrocentradosResumo
Este texto emerge de pesquisas que tensionam os limites do campo curricular, propondo a abertura para outras matrizes epistêmicas. Trata-se de pensar um currículo ancorado nos princípios afropindorâmicos e na afrocentralidade em contraposição à normatividade eurocêntrica que historicamente configurou as práticas escolares. Metodologicamente, parte-se de uma reflexão teórico-analítica fundada no discurso da diferença e da diversidade, que, embora relevantes, mostraram-se insuficientes para abarcar o dinamismo das cosmopercepções negras e práticas comunitárias insurgentes. Aposta-se, política e teoricamente, em currículos afrotópicos, entendidos como espaços de conversas que ultrapassam a mera inclusão, convocando à produção de mundos em comum. Esses currículos constituem possibilidades de humanização dos/das sujeitos/as e comunidades escolares, ao afirmarem saberes, narrativas e práticas silenciadas pelo projeto colonial. O currículo afrotópico não é utópico, mas um horizonte de reexistência que reconfigura o presente e projeta futuros fieis às ancestralidades e invenções cotidianas.
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