Literatura negro-brasileira e a BNCC
o currículo como território de disputa racializada
DOI:
https://doi.org/10.22420/rde.v20i46.2739Parole chiave:
Currículo, Literatura negro-brasileira, BNCCAbstract
O presente estudo objetiva refletir sobre como a literatura negro-brasileira é tratada na Base Nacional Comum Curricular – BNCC, problematizando fundamentos modernos da pesquisa, apresentando essa literatura como ferramenta ontoepistemológica e desafiando o cânone literário tradicional, majoritariamente eurocêntrico. Apesar de a BNCC incluir a diversidade cultural, a literatura negra é tratada de forma secundária, e a estrutura padronizada do currículo limita a integração de contribuições culturais negras, diminuindo seu impacto. É fundamental fortalecer a presença da literatura negra no currículo como elemento central para uma educação antirracista. Trata-se de um ato de reconfiguração epistêmica e política que amplia as visões de mundo e afirma interesses de grupos historicamente silenciados, reforçando a ideia de que o currículo deve ser visto como território de disputa racializada e questionando o que é considerado saber legítimo e quem tem o direito de produzi-lo.
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