Vivências escolares de pessoas trans na educação básica
uma revisão crítica
DOI:
https://doi.org/10.22420/rde.v20i46.2355Parole chiave:
Pessoas trans, Convivência Escolar, Violências, DecolonialidadeAbstract
Este artigo discute criticamente as vivências de pessoas transgênero, transexuais e travestis no cotidiano de escolas brasileiras, por meio de revisão da literatura. Discorre sobre as experiências de estudantes e professoras/es trans, além de temas que se interseccionam, como infância e adolescência trans, transmisoginia das normas escolares de gênero e a repercussão da transfobia na prática profissional. Fundamenta-se nos estudos transfeministas e decoloniais, tendo como metodologia a revisão integrativa, com buscas no portal Capes. A partir da análise crítica dos artigos, compreendeu-se que a discriminação de dissidentes de gênero-sexualidade está presente nas escolas como mecanismo biopolítico pautado na cisheteronormatividade para controle e exclusão, levando ao sofrimento e à evasão. Professoras/es trans que rompem com o estereótipo da prostituição recorrentemente são perseguidas pelo cistema educacional conivente com a transfobia. Ressalta-se a agência de pessoas trans, com inúmeros relatos de resistência e reinvenções e considera-se dever da instituição escolar a construção de ambientes de respeito e apoio, propiciando o decrescimento da evasão, espaços seguros para docentes trans e a necessária promulgação dos saberes calcados nas dissidências de gênero-sexualidade.
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