Práticas pedagógicas antirracistas e decoloniais nos anos iniciais

um olhar a partir do projeto Quem Sou Eu? e do poema Meu Zumbi é Orixá

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22420/rde.v19i45.2702

Palavras-chave:

Educação Antirracista, Povos Originários, Afrorreferência, Decolonialidade, Ancestralidade

Resumo

O artigo aqui apresentado analisa duas práticas pedagógicas desenvolvidas na Rede Municipal de Ensino de Jaboatão dos Guararapes (PE), com foco na promoção da educação antirracista e decolonial nos anos iniciais. A primeira é a construção do poema Meu Zumbi é Orixá, que articula elementos da ancestralidade africana com a resistência negra. A segunda é o projeto pedagógico Quem Sou Eu?, para resgate e valorização dos saberes indígenas em Pernambuco. As práticas foram inscritas em concursos promovidos pelo Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação do Jaboatão dos Guararapes – SINPROJA e refletem a atuação de um professor negro, LGBTQIAPN+ e candomblecista comprometido com a justiça social. Fundamentadas nas Leis  10.639/2003, 11.645/2008 e em autoras/es negras/as, tais experiências revelam a potência da escola como espaço de reconstrução identitária e a importância do papel docente no enfrentamento às violências raciais e valorização dos povos historicamente marginalizados.

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Biografia do Autor

Eduardo Almeida, Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação do Jaboatão dos Guararapes

Pedagogo, especialista, professor efetivo na rede municipal do Jaboatão dos Guararapes. Diretor de Políticas Sociais, Igualdade Racial e Gênero no SINPROJA. Conselheiro Municipal LGBTQIAPN+ Jaboatão dos Guararapes.

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Publicado

2025-12-24

Como Citar

Almeida, E. (2025). Práticas pedagógicas antirracistas e decoloniais nos anos iniciais: um olhar a partir do projeto Quem Sou Eu? e do poema Meu Zumbi é Orixá. Retratos Da Escola, 19(45), 1087–1118. https://doi.org/10.22420/rde.v19i45.2702

Edição

Seção

Afrorrefenciar a Educação: negros currículos, negras didáticas, negros cotidianos