Escuela bajo asedio

cultura digital, securitización y políticas para prevenir ataques escolares en Brasil (2011–2025)

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.22420/rde.v20i47.2918

Palabras clave:

Escuela, Violencia, Securitización, Políticas públicas

Resumen

Este artículo analiza la transformación de la racionalidad normativa brasileña frente a los ataques escolares ocurridos en Realengo (2011), Suzano (2019) y Blumenau (2023), y examina la hipótesis de la consolidación de una gubernamentalidad del riesgo guiada por procesos de securitización. Cubriendo el periodo 2011-2025, el estudio realiza un análisis documental de 52 actos normativos de la federación y de los estados para mapear la incidencia de los dispositivos disciplinarios, de seguridad y tecnológicos en las respuestas de los estados. A partir de los conceptos de Michel Foucault y Gilles Deleuze, en diálogo con los estudios culturales y los debates contemporáneos sobre el riesgo y la cultura digital, se demuestra el desplazamiento progresivo de las medidas psicosociales hacia dispositivos de vigilancia arquitectónicos y tecnológicos. La respuesta normativa brasileña consolida una racionalidad basada en la anticipación de amenazas y en la identificación temprana de sujetos potencialmente peligrosos. Este proceso reconfigura la escuela como un espacio de seguimiento permanente, produciendo efectos biopolíticos en la gestión del alumnado y redefiniendo los límites entre protección, control y sospecha.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Anderson Barcelos Martins, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutorando e Mestre em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.. Pesquisador do Núcleo de Estudos sobre Currículo, Cultura e Sociedade da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - NECCSO/UFRGS (CNPq) e do Grupo de Estudos em Educação, Interdisciplinaridade e Tecnologias - GEEDINTEC/UFRGS (CNPq).

Andresa Silva da Costa Mutz, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutora em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Professora no Departamento Interdisciplinar e docente permanente no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Líder do Grupo de Estudos em Educação, Interdisciplinaridade e Tecnologias - GEEDINTEC/UFRGS (CNPq) e do Núcleo de Estudos sobre Currículo, Cultura e Sociedade da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - NECCSO/UFRGS (CNPq) e membro do Grupo de Estudos em Educação, Cultura, Ambiente e Filosofia da Universidade Federal do Rio Grande - GEECAF/FURG (CNPq).

Citas

BOWEN, Glenn A. Document analysis as a qualitative research method. Qualitative Research Journal, v. 9, n. 2, p. 27–40, 2009.

BRASIL. Lei nº 13.185, de 6 de novembro de 2015. Institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying). Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 9 nov. 2015. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13185.htm. Acesso em: 28 jul. 2026.

BRASIL. Congresso Nacional. Câmara dos Deputados. Projeto de Lei nº 1.888, de 2023. Dispõe sobre o monitoramento e a responsabilização de redes sociais na veiculação de ameaças de ataques a instituições de ensino. Brasília, DF: Câmara dos Deputados, [2023]. Disponível em: https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2356515. Acesso em: 21 ago. 2026.

DELEUZE, Gilles. Post-scriptum sobre as sociedades de controle. In: DELEUZE, Gilles. Conversações. Rio de Janeiro: Editora 34, 1992. p. 219–226.

FLYVBJERG, Bent. Five misunderstandings about case-study research. Qualitative Inquiry, v. 12, n. 2, p. 219–245, 2006.

FOUCAULT, Michel. Nascimento da biopolítica: curso no Collège de France (1978–1979). São Paulo: Martins Fontes, 2008.

FOUCAULT, Michel. Segurança, território, população: curso no Collège de France (1977–1978). São Paulo: Martins Fontes, 2014.

GIROUX, Henry A. America’s education deficit and the war on youth. New York: Monthly Review Press, 2015.

HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. 10. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2003.

HALL, Stuart. The work of representation. In: HALL, Stuart (ed.). Representation: cultural representations and signifying practices. London: Sage, 1997. p. 13–74.

KINGDON, John W. Agendas, alternatives, and public policies. 2. ed. New York: Longman, 2003.

ROSE, Nikolas. Powers of freedom: reframing political thought. Cambridge: Cambridge University Press, 1999.

SANTA CATARINA (Estado). Lei nº 18.643, de 25 de abril de 2023. Dispõe sobre a implantação de sistemas de videomonitoramento nas unidades escolares estaduais. Diário Oficial do Estado de Santa Catarina, Florianópolis, 26 abr. 2023.

SÃO PAULO (Estado). Lei nº 17.341, de 11 de março de 2021a. Estabelece normas gerais sobre segurança escolar. Diário Oficial do Estado de São Paulo. São Paulo, SP, 12 mar. 2021. Disponível em: https://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/lei/2021/lei-17341-11.03.2021.html. Acesso em: 28 jul. 2026.

SÃO PAULO (Estado). Lei nº 17.337, de 9 de março de 2021b. Dispõe sobre a capacitação escolar de crianças e adolescentes para identificação e prevenção de situações de violência intrafamiliar e abuso sexual e dá outras providências. Diário Oficial do Estado de São Paulo. São Paulo, SP, 10 mar. 2021. Disponível em: https://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/lei/2021/lei-17337-09.03.2021.html. Acesso em: 28 jul. 2026.

SCOTT, John. A matter of record: documentary sources in social research. Cambridge: Polity Press, 1990.

SIBILIA, Paula. O show do eu: a intimidade como espetáculo. 2. ed. Rio de Janeiro: Contraponto, 2016.

espetáculo. 2. ed. Rio de Janeiro: Contraponto, 2016.

Publicado

2026-09-25

Cómo citar

Martins, A. B., & Mutz, A. S. da C. (2026). Escuela bajo asedio: cultura digital, securitización y políticas para prevenir ataques escolares en Brasil (2011–2025). Retratos Da Escola, 20(47), 553–571. https://doi.org/10.22420/rde.v20i47.2918

Número

Sección

Violências na, da e contra as escolas