Rescatando Saberes Afrorreferenciados:
Perforación y circularidad en el currículo de matemáticas en los Años Iniciales
DOI:
https://doi.org/10.22420/rde.v20i46.2771Palabras clave:
Etnomatemática, Currículo afrorreferenciado, PerforaciónResumen
Desde la historia de las matemáticas hasta la estadística, pasando por el origen de los números, el avance del álgebra, las formas de conteo y la probabilidad, se percibe que el currículo escolar está marcado por un enfoque eurocéntrico, que ignora saberes y prácticas africanas y afrobrasileñas. En este contexto, el artículo presenta el proyecto “Rescatando Saberes Afrorreferenciados: Raíces Matemáticas en África”, desarrollado con/por/para estudiantes de los primeros años de la educación primaria. El objetivo central es la descolonización del currículo de matemáticas por medio de la valorización de la etnomatemática y de la perforación de las estructuras coloniales de la enseñanza. Fundamentado en legislaciones nacionales y en los aportes teóricos de Bento (2013), D’Ambrósio (2019) y Adichie (2009), el estudio articula talleres y experiencias con juegos tradicionales africanos, prácticas narrativas y colectivas para estimular la circulación de saberes marginados, combatir el racismo epistémico y promover experiencias educativas emancipadoras. Los resultados, a partir de un currículo afrorreferenciado, evidencian la ampliación de la autonomía intelectual, el protagonismo de los estudiantes y la construcción de una educación matemática crítica, plural y antirracista.
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