Violências na, da e contra as escolas

complexidades de um fenômeno que se relaciona diretamente com as escolas e sua dimensão ética

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22420/rde.v20i47.3157

Palavras-chave:

Violências, Bullying, Violência na escola, Violência da escola, Violência contra a escola

Resumo

A violência enquanto tecnologia de poder e dominação atravessa a história da humanidade e assume formas diversas, conforme os contextos sociais, políticos, econômicos e culturais em que se inscreve. Contudo, nem todas as suas manifestações foram historicamente reconhecidas como violência. Muitas práticas hoje problematizadas e reconhecidas como violentas foram durante longo tempo naturalizadas, legitimadas ou silenciadas por instituições, costumes, discursos e relações assimétricas de poder. Mesmo no presente certas formas de violência seguem sendo toleradas, justificadas, negadas ou invisibilizadas, sobretudo quando sustentam privilégios, hierarquias e benefícios de determinados grupos sociais. Desse modo, o debate público, científico, político, jurídico e educacional precisa ser convocado a ampliar a compreensão sobre os espaços, os meios, as modalidades, os/as perpetradores/as e as vítimas das violências, bem como sobre suas causas, consequências e condições de produção e reprodução mundial e nacional. Esta coletânea de textos discute sobre o papel da escola na prevenção e no enfrentamento das violências, legitimando-se como instituição social comprometida com os direitos humanos e evidenciando a relevância da política pública na superação de uma lógica securitária diante do atual cenário de violências escolares.

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Biografia do Autor

Catarina Carneiro Gonçalves, Universidade Federal de Pernambuco

Doutora em Educação. Professora no Departamento de Ensino e Currículo e docente permanente no Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos da Universidade Federal de Pernambuco. Coordenadora do Núcleo de Estudos, Pesquisas e Extensão em Violência Escolar – NEPEVE. Coordenadora da Área de Educação do Orve – Observatório Regional da Violência contra Educadoras/es da Região Nordeste.

Catarina de Almeida Santos, Universidade de Brasília

Doutora em Educação. Professora Associada da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília onde atua no Programa de Pós-Graduação em Educação. Coordena a Rede Nacional de Pesquisa sobre Militarização da Educação- REPME, e o Grupo de Estudos e Pesquisa em Políticas de Militarização da Educação – GEPPME, integra o Coletivo Redes e é Conselheira do Conselho Técnico Científico da Educação Básica (CTC-EB) da Capes e membro do Comitê Permanente de Ações Estratégicas e Políticas para Equidade de Gênero da Capes.

Miriam Fábia Alves, Universidade Federal de Goiás

Doutora em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais. Professora Titular na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás, onde atua no Programa de Pós-Graduação em Educação. Coordena o Grupo de Estudos e Pesquisas em Políticas Educacionais e Juventude – GEPEJ e a Rede Nacional de Pesquisa sobre Militarização da Educação – RePME. É presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação – ANPEd e coordenadora do Fórum Nacional de Educação – FNE.

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Publicado

2026-09-25

Como Citar

Gonçalves, C. C., Santos, C. de A., & Alves, M. F. (2026). Violências na, da e contra as escolas: complexidades de um fenômeno que se relaciona diretamente com as escolas e sua dimensão ética. Retratos Da Escola, 20(47). https://doi.org/10.22420/rde.v20i47.3157

Edição

Seção

Violências na, da e contra as escolas