Omissão também é violência
racismo, sexismo e política de silenciamento
DOI:
https://doi.org/10.22420/rde.v20i47.2921Palavras-chave:
Racismo, Sexismo, Violência epistêmica, Educação Profissional e Tecnológica, InterseccionalidadeResumo
O presente artigo discute o racismo e o sexismo como formas de violência estrutural que atravessam o cotidiano escolar, especialmente no âmbito da Educação Profissional e Tecnológica – EPT. Entendendo que as violências na, da e contra as escolas extrapolam manifestações físicas ou explícitas, analisam-se dimensões simbólicas, epistêmicas, curriculares e institucionais que produzem desigualdades raciais e de gênero, tensionando a função social da escola pública. Esta pesquisa é produto de estudo realizado no Instituto Federal do Paraná/Curitiba, entre agosto de 2024 e abril de 2025, que analisou documentos institucionais e um questionário respondido por 15 docentes de Ensino Médio. Os dados evidenciam três núcleos de violência: universalismo, resistências docentes e voluntarismo/omissão, que operam por silenciamento, desresponsabilização e naturalização das desigualdades, reproduzindo hierarquias fundadas nas categorias raça e gênero. Conclui-se que o enfrentamento dessas violências exige formação docente, revisão curricular e institucionalização de ações visando justiça epistêmica e convivência plural.
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