Resgatando saberes afrorreferenciados

perfuração e circularidade no currículo de matemática nos Anos Iniciais

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22420/rde.v20i46.2771

Palavras-chave:

Etnomatemática, Currículo Afrorreferenciado, Perfuração, Anos Iniciais

Resumo

O artigo apresenta o projeto Resgatando Saberes Afrorreferenciados: Raízes Matemáticas em África, desenvolvido com/por/para estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental. O objetivo central é a descolonização do currículo de matemática por meio da valorização da etnomatemática e da perfuração das estruturas coloniais do ensino. Fundamentado em legislações nacionais e nas contribuições teóricas de Bento, D’Ambrósio e Adichie, o estudo articula oficinas e vivências com jogos tradicionais africanos, práticas narrativas e coletivas para estimular a circulação de saberes marginalizados, combater o racismo epistêmico e promover experiências educativas emancipatórias. Os resultados a partir de um currículo afrorreferenciado evidenciam a ampliação da autonomia intelectual, o protagonismo dos estudantes e a construção de uma educação matemática crítica, plural e antirracista.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Barbara da Silva Santos Corrêa, Colégio Pedro II

Professora dos anos iniciais do Colégio Pedro II. Mestra em Educação (UFRJ) e Especialista em Educação Especial e Inovação Tecnológica (UFRRJ).

Sabrina Moura Kiffer de Almeida, Colégio Pedro II

Professora dos anos iniciais do Colégio Pedro II. Mestra em Educação (PUC-Rio) e Especialista em Educação Matemática (CPII). Doutoranda em Ensino de Ciências (IFRJ).

Referências

ADICHIE, Chimamanda Ngozi. O perigo de uma história única. 1 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

ALVES, Nilda. Decifrando o pergaminho: os cotidianos das escolas nas lógicas das redes cotidianas. In: OLIVEIRA, Ines Barbosa & ALVES, Nilda (Orgs.). Pesquisa nos/dos/com os cotidianos das escolas: sobre redes de saberes. Petrópolis: DP et Alii, 2008.

BRASIL. Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 10 jan. 2003, Seção 1, p. 1.

BRASIL. Presidência da República. Lei n° 11.645 de 10 de março de 2008. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 10 mar.2008.

CORRÊA, Barbara da Silva Santos. Pedagogias que emergem: movimentos de perfuração na Universidade Federal do Rio de Janeiro a partir do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas. Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2025.

D’AMBRÓSIO, Ubiratan. Etnomatemática: o elo entre as tradições e a modernidade. São Paulo: Autêntica,2019.

GOMES, Nilma Lino. O movimento negro educador. Petrópolis: Vozes, 2017.

LIMA, Ivan Costa. História da Educação do Negro(a) no Brasil: pedagogia interétnica de Salvador, uma ação de combate ao racismo. 1 ed. Curitiba: Appris, 2017.

MACEDO, Elizabeth. Currículo: Política, Cultura e Poder. Currículo sem Fronteiras, v.6, n.2, pp.98-113, jul./dez. 2006.

MARTINS, Leda Maria. Performances do tempo espiralar: poéticas do corpo-tela. Rio de Janeiro: Cobogó, 2021.

NASCIMENTO, Abdias. O quilombismo: documentos de uma militância pan-africanista. São Paulo/Rio de Janeiro: Perspectiva/Ipeafro, 2019.

OLIVEIRA, Iris Verena. “HISTÓRIA PRA NINAR GENTE GRANDE”1: currículo e formação de professores quilombolas. Revista Exitus, Santarém, PA, v. 10, p. 1-30, 2020. Disponível em: https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=553171468017. Acesso em: 18 abril. 2025. DOI: https://doi.org/10.24065/2237-9460.2020v10n0ID1139

RIBEIRO, Tiago. Carta mínima para investigadores minúscules. Revista de Educación, v. 11, n. 21.2, p. 97-110, 2020. Disponível em: https://fh.mdp.edu.ar/revistas/index.php/r_educ/article/download/4577/4607. Acesso em: 3 jul. 2025.

RUFINO, Luiz. Pedagogia das encruzilhadas. Rio de Janeiro: Mórula, 2019. DOI: https://doi.org/10.24065/2237-9460.2019v9n4ID1012

SANTOS, Antônio Bispo. A terra dá, a terra quer. São Paulo. Ubu, 2023.

SANTOS, Luane Bento dos. Para além da estética: uma abordagem etnomatemática para a cultura de trançar cabelos nos grupos afro-brasileiros. Dissertação (Mestrado em Relações Étnico-raciais) - CEFET/RJ. Rio de Janeiro, 2013.

SILVA, Marcio Antônio. Os ventos do norte não movem os moinhos? Racismo epistêmico: a matemática é branca, masculina e europeia. Educação Matemática Pesquisa Revista do Programa de Estudos Pós-Graduados em Educação Matemática, São Paulo, v. 25, n. 3, p. 227-247, 2023. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/emp/article/view/61885. Acesso em: 10 ago. 2025. DOI: https://doi.org/10.23925/1983-3156.2023v25i2p238-257

SIMAS, Luiz Antonio & RUFINO, Luiz. Fogo no mato: A ciência encantada das macumbas. Rio de Janeiro: Mórula, 2018.

Downloads

Publicado

2026-06-15

Como Citar

Corrêa, B. da S. S., & Almeida, S. M. K. de. (2026). Resgatando saberes afrorreferenciados: perfuração e circularidade no currículo de matemática nos Anos Iniciais. Retratos Da Escola, 20(46), 135–147. https://doi.org/10.22420/rde.v20i46.2771

Edição

Seção

Afrorrefenciar a Educação: negros currículos, negras didáticas, negros cotidianos