Corpo negro como rasura ontológica

trajetórias racializadas na gramática colonial

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22420/rde.v20i46.2719

Palavras-chave:

Branquitude, Escrevivência, Cotidianos negros, Insurgência

Resumo

Este ensaio propõe o corpo negro como rasura ontológica na qual sua vivência se insurge contra a gramática colonial que o reduz a objeto ou mercadoria. Com metodologia teórica-analítica, discute-se a gramática da exclusão e a linguagem operando como tecnologia de poder que institui a branquitude como norma e condena pessoas negras à ‘zona do não-ser’. A escrevivência emerge, assim, como prática epistêmica e política de reexistência, rasurando a narrativa dominante, reinscrevendo a existência negra como potência e articulando uma pedagogia da insurgência. Discute-se como os cotidianos negros aparecem nos espaços formativos, mesmo sob violência estrutural, desafiando a lógica escolar e social que naturaliza a inferiorização e destaca-se como a rasura, longe de ser falha, é fissura, pois abre caminho para uma nova gramática, plural e descolonizada, em que a insurgência negra, seja no grito, na escrita ou no cotidiano, redefine a humanidade para além dos limites da branquitude.

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Biografia do Autor

Luis Thiago Freire Dantas, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Professor do Programa de Pós-Graduação em Educação e do Mestrado Profissional em Educação Filosófica com Infâncias da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Ellen Miranda de Oliveira, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

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Publicado

2026-06-15

Como Citar

Dantas, L. T. F., & Oliveira, E. M. de. (2026). Corpo negro como rasura ontológica: trajetórias racializadas na gramática colonial. Retratos Da Escola, 20(46), 79–99. https://doi.org/10.22420/rde.v20i46.2719

Edição

Seção

Afrorrefenciar a Educação: negros currículos, negras didáticas, negros cotidianos