Corpo negro como rasura ontológica
trajetórias racializadas na gramática colonial
DOI:
https://doi.org/10.22420/rde.v20i46.2719Palavras-chave:
Branquitude, Escrevivência, Cotidianos negros, InsurgênciaResumo
Este ensaio propõe o corpo negro como rasura ontológica na qual sua vivência se insurge contra a gramática colonial que o reduz a objeto ou mercadoria. Com metodologia teórica-analítica, discute-se a gramática da exclusão e a linguagem operando como tecnologia de poder que institui a branquitude como norma e condena pessoas negras à ‘zona do não-ser’. A escrevivência emerge, assim, como prática epistêmica e política de reexistência, rasurando a narrativa dominante, reinscrevendo a existência negra como potência e articulando uma pedagogia da insurgência. Discute-se como os cotidianos negros aparecem nos espaços formativos, mesmo sob violência estrutural, desafiando a lógica escolar e social que naturaliza a inferiorização e destaca-se como a rasura, longe de ser falha, é fissura, pois abre caminho para uma nova gramática, plural e descolonizada, em que a insurgência negra, seja no grito, na escrita ou no cotidiano, redefine a humanidade para além dos limites da branquitude.
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