Educação Linguística, Gênero e Africanidade

desaquendando a Aurélia com a sociolinguística educacional

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22420/rde.v20i46.2697

Palavras-chave:

Educação Linguística, Sociolinguística, Relações Étnico-raciais, Pajubá

Resumo

Este artigo objetiva apresentar uma proposta didática para aula de Língua Portuguesa centrada no pajubá como fenômeno sociolinguístico, a partir da perspectiva da Educação Linguística combinada aos interesses do Letramento Racial Crítico. Propôs-se Aurélia como objeto de análise linguística para a 3ª série do Ensino Médio, oportunizando formação social e linguística que desenvolva uma educação étnico-racial com foco em análise linguística, compreensão de como gênero e etnia/raça se interseccionam no uso do pajubá e mapeamento da variação linguística como fenômeno identitário. Defendemos uma sociolinguística educacional socialmente constituída, dialogando com disciplinas e saberes como variação, ideologia e educação. Nesse movimento transdisciplinar de uma pedagogia da variação, sob influência negra na formação do português brasileiro, acionamos um método qualitativo propositivo, considerando possibilidades didático-pedagógicas em torno de um instrumento metalinguístico de caráter subversivo e itinerante. Por fim, alinhamos uma proposta que reflete sobre elementos fora do padrão social e linguístico e demarca o lugar do pretuguês e do falar de travestis na história brasileira.

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Biografia do Autor

André Luiz Souza-Silva, Universidade Federal da Paraíba

Doutorando em Mudança e Diversidade pelo Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade Federal da Paraíba – PROLING/UFPB, sob orientação do Prof. Dr. Rubens Marques de Lucena, e com aperfeiçoamento em Educação Étnico-Racial – CAp/UFRGS. Professor de Língua Portuguesa da Educação Básica em Itapororoca/PB e do Curso de Letras na Universidade Estadual da Paraíba (Campus III/UEPB).

Luciana Dornelles Ramos, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Este artigo objetiva apresentar uma proposta didática para aula de Língua Portuguesa centrada no pajubá como fenômeno sociolinguístico, a partir da perspectiva da Educação Linguística combinada aos interesses do Letramento Racial Crítico. Propôs-se Aurélia como objeto de análise linguística para a 3ª série do Ensino Médio, oportunizando formação social e linguística que desenvolva uma educação étnico-racial com foco em análise linguística, compreensão de como gênero e etnia/raça se interseccionam no uso do pajubá e mapeamento da variação linguística como fenômeno identitário. Defendemos uma sociolinguística educacional socialmente constituída, dialogando com disciplinas e saberes como variação, ideologia e educação. Nesse movimento transdisciplinar de uma pedagogia da variação, sob influência negra na formação do português brasileiro, acionamos um método qualitativo propositivo, considerando possibilidades didático-pedagógicas em torno de um instrumento metalinguístico de caráter subversivo e itinerante. Por fim, alinhamos uma proposta que reflete sobre elementos fora do padrão social e linguístico e demarca o lugar do pretuguês e do falar de travestis na história brasileira.

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Publicado

2026-06-15

Como Citar

Souza-Silva, A. L., & Ramos, L. D. (2026). Educação Linguística, Gênero e Africanidade: desaquendando a Aurélia com a sociolinguística educacional. Retratos Da Escola, 20(46), 57–78. https://doi.org/10.22420/rde.v20i46.2697

Edição

Seção

Afrorrefenciar a Educação: negros currículos, negras didáticas, negros cotidianos