Ensinando filosofia a partir da vida e das margens
um encontro com bell hooks na escola pública
DOI:
https://doi.org/10.22420/rde.v20i46.2802Palavras-chave:
Ensino de Filosofia, bell hooks, AmorResumo
Este artigo apresenta uma reflexão crítica sobre a experiência de aulas de Filosofia em uma escola pública alagoana, com uma proposta pedagógica centrada no amor como categoria filosófica, política e ética. Inspirado pela obra de bell hooks, o trabalho problematiza o ensino tradicional de Filosofia e propõe um deslocamento epistemológico integrando razão, afeto e corporeidade, com uma abordagem decolonial. A partir de registros em diário de campo, planejamentos e produções audiovisuais de estudantes, analisa-se como o amor pode operar como prática de resistência e reumanização no ambiente escolar, especialmente entre sujeitos/as historicamente atravessados/as por opressões de raça, gênero e classe. Tematizar o amor no Ensino Médio, em contextos marcados por desigualdades, é um gesto afetivo e um movimento pedagógico insurgente que tensiona o currículo hegemônico e potencializa a Filosofia na luta antirracista como prática emancipatória
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