Os abebés de Oxum e Iemanjá como potência antirracista
discursos e práticas de educadoras negras na Educação Básica
DOI:
https://doi.org/10.22420/rde.v20i46.2717Palavras-chave:
Práticas pedagógicas antirracistas, Educadoras negras, Cotidiano, Abebés, AfrorreferênciaResumo
Este artigo, com foco nas Relações Étnico-Raciais, investiga experiências pedagógicas antirracistas de educadoras negras da Baixada Fluminense, que propõe compreender como suas palavras operam como abebés míticos africanos (espelhos de Oxum e Iemanjá) auxiliando na atualização das nossas imagens individuais e coletivas. Os abebés funcionam como dispositivos epistemológicos, oferecendo uma lente para pensar a potência criadora das palavras dessas mulheres na Educação Básica. As narrativas foram coletadas por meio do Afroescuta Podcast, com metodologia centrada na oralidade, valorizando a palavra-voz como fonte de conhecimento. Concluímos que a escuta atenta dessas vozes permite evidenciar práticas pedagógicas que transcendem ações pontuais, constituindo gestos coletivos de enfrentamento ao racismo e reafirmação da presença negra na escola, reafirmando a importância de epistemologias negras na transformação das práticas educativas e no combate às narrativas coloniais.
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