Narrativas africanas em uma escola quilombola
análise metodológica a partir dos contos O Boi Blimundo e Quanto custa um escravo?
DOI:
https://doi.org/10.22420/rde.v20i46.2704Palavras-chave:
Educação Básica, Lei nº 10.639/2003, Literatura Oral Africana, Oratura, OralituraResumo
Este artigo apresenta parte de pesquisa de mestrado sobre literatura oral africana e afrodiaspórica em escola quilombola no Rio Grande do Sul, numa turma do 4.º ano do Ensino Fundamental, com registros das interações das crianças com narrativas orais do livro A África recontada para crianças, de Avani Souza Silva (especificamente os contos O Boi Blimundo e Quanto custa um escravo?). A análise teórica fundamentou-se em Chabal, Derive, Finnegan, Leite e Martins, permitindo compreender a natureza da oralidade africana e seus processos de transculturação. Os dados revelaram barreiras institucionais e subjetivas quanto a história, cultura da população negra e implementação da Lei n.º 10.639/2003, mesmo após duas décadas de sua promulgação. A receptividade dos textos pelas crianças negras e não negras revelou o potencial dessa expressão artística para o fortalecimento étnico-racial do povo do quilombo e para a construção de um currículo intercultural no espaço escolar.
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