https://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/issue/feedRetratos da Escola2026-06-17T14:25:32-03:00Leda Scheibelscheibe@uol.com.brOpen Journal SystemsRevista Especializada em Educaçãohttps://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/article/view/2067Política educacional assaltada2026-06-17T14:25:31-03:00Leonardo Dorneles Gonçalvesdorneles05@gmail.comRosiara Maria Francisca da Silva Chaves Chavesrosiarachaves@hotmail.comAndréa Wahlbrinkandreawahlbrink@hotmail.com<p class="Estilo1">O Plano Nacional de Educação – PNE é uma conquista social que acompanha o movimento histórico pelo direito à educação no país, permitindo que haja a análise dos problemas educacionais a serem superados em período decenal, através de um conjunto de ações políticas, econômicas e educacionais. Foi nessa perspectiva que realizamos este estudo, produzido a partir de uma abordagem qualitativa, explorando documentos e bibliografia interessada, que permitiram desenvolver um balanço crítico do atual PNE 2014-2025, analisando-o desde o contexto em que foi aprovado e estabelecendo relações com as mudanças econômicas/políticas ocorridas no Brasil pós-2013. Considerando o descumprimento praticamente integral das metas do plano como expressão da instabilidade política brasileira, oriunda da crise do capitalismo e da fragilidade democrática, demonstramos que o setor privado encontrou aí um terreno fértil para ampliar seus negócios, promovendo um assalto à política educacional e colocando em risco o caráter público da educação para o próximo PNE.</p>2026-06-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Leonardo Dorneles Gonçalves, Rosiara Maria Francisca da Silva Chaves Chaves, Andréa Wahlbrinkhttps://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/article/view/2248Conselho Municipal de Educação de Belém2026-06-17T14:25:28-03:00Heyder Britogabrielheyder@gmail.comAlberto Damascenoalbertofdamasceno59@gmail.comSuellem Pantojasuellem@uemasul.edu.br<p>Este artigo está inserido no campo da História da Educação e tem como tema a História das Políticas Educacionais. O objetivo é discutir a implantação do Conselho Municipal de Educação – CME de Belém entre os anos de 1990 e 1996, período no qual foi instituído o sistema municipal de ensino belenense. Realizamos uma pesquisa histórica em fontes documentais nos acervos do CME e da Secretaria Municipal de Educação de Belém – SEMEC, além de obras que contribuíram como subsídio teórico para o estudo. Evidenciamos aspectos da trajetória dos conselhos de educação, suas funções e fundamentos e as estratégias de implantação de conselhos e sistemas municipais de educação, especialmente no contexto da capital paraense. Como resultados, constatamos o CME como um espaço de disputa na definição dos rumos da política educacional e na construção de projetos comprometidos com a democratização do direito à educação.</p>2026-06-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Heyder Brito, Alberto Damasceno, Suellem Pantojahttps://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/article/view/2089O sistema de avaliação da Educação Básica sob a ótica de professores/as e gestores/as2026-06-17T14:25:30-03:00Genilse da Silva Costagenilse.costa@unochapeco.edu.brMarilandi Maria Mascarello Vieiramariland@unochapeco.edu.br<p>Este artigo resulta de uma pesquisa de mestrado que analisa a avaliação externa da Educação Básica com foco na atuação de profissionais da educação, implementando uma política avaliativa. Objetiva-se identificar se isso dá conta de medir a qualidade do ensino ofertada nas escolas públicas brasileiras, a partir da avaliação da prova do Saeb por docentes e gestores/as. É uma pesquisa qualitativa, de campo, de natureza básica e descritiva, com análise de conteúdo e fundamentada no ciclo de políticas. Para a produção dos dados optou-se por questionários e entrevistas semiestruturadas, em amostra de 38 participantes. Conclui-se que a avaliação externa expõe, culpabiliza e condiciona professores/as e gestores/as a resultados, intensificando o poder fiscalizador e regulatório do Estado, predominante na política avaliativa. Segundo os/as sujeitos/as da pesquisa, a educação brasileira perpassa limites não quantificáveis.</p> <p> </p>2026-06-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Genilse da Silva Costa, Marilandi Maria Mascarello Vieirahttps://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/article/view/2296Programa de Avaliação da Educação Básica do Espírito Santo2024-10-17T09:53:00-03:00Ian Puppin Lopesian73@hotmail.comAstor Dilem dos Santos Netodilemastor@gmail.comRonildo Stiegronildo.stieg@yahoo.com.brWagner dos Santoswagnercfd@gmail.com<p>Este artigo tem como objetivo evidenciar as percepções dos/das professores/as da Educação Básica em relação ao Programa de Avaliação da Educação Básica do Espírito Santo – Paebes, investigando as implicações dos exames estandardizados no contexto escolar. Centralizamos as análises nos desafios docentes diante das demandas do Paebes, visando compreender como essas avaliações impactam a prática pedagógica e a qualidade do ensino. É uma pesquisa qualitativa e exploratória, fundamentada no método de estudo de caso, que teve a participação de 98 docentes, que responderam a um questionário aplicado em 2022. Os resultados revelam docentes receosos/as em relação a conteúdo, qualidade e eficácia dessas avaliações, além de apresentarem críticas quanto à falta de consideração das particularidades de cada contexto escolar no estado. Os/As professores/as demandam mais informações sobre as avaliações, o que acaba dificultando o exercício de suas funções pedagógicas e o alcance de seus objetivos educacionais, como a oferta de qualidade de ensino, tendo em vista os processos de aprendizagem dos/das estudantes.</p>2026-06-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Ian Puppin Lopes, Astor Dilem dos Santos Neto, Ronildo Stieg, Wagner dos Santoshttps://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/article/view/2252Organizações sociais da educação e trabalho docente2026-06-17T14:25:26-03:00Daniel Calbinodcalbino@ufsj.edu.brMonara Schueler Pessanhamonara.schueler@ufvjm.edu.brGeruza Tomé Sabinogeruzaft@hotmail.comMariana Mayumi de Souzamarianamayumi@ufv.br<p>O objetivo desta pesquisa foi compreender, a partir do conhecimento presente na literatura acadêmica brasileira, as formas pelas quais o trabalho docente é impactado pela lógica privada e empresarial das organizações sociais – OSs. Como metodologia, houve revisão integrativa, cujos dados, de natureza qualitativa, foram explorados numa análise temática de conteúdo. Os resultados indicam que as propostas e experiências educacionais implantadas no Brasil têm gerado insegurança por conta de contratos de trabalho, vulnerabilidade salarial e diminuição da autonomia docente. Há uma tendência de entraves à gestão democrática, não considerando os princípios garantidos na Constituição; e as propostas relacionadas às OSs têm ameaçado direitos de associações sindicais e comprometido condições de trabalho, pela ampliação da carga horária e a intensa responsabilização de profissionais. As iniciativas aprovadas indicam nitidamente tendências à precarização do trabalho docente (apesar de sua crescente expansão) ancorada nos movimentos neoconservadores.</p>2026-06-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Daniel Calbino, Monara Schueler Pessanha, Geruza Tomé Sabino, Mariana Mayumi de Souzahttps://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/article/view/2030Reflexos de um governo gerencialista2026-06-17T14:25:32-03:00Edilaine Bragaedilaineaparecidabraga@gmail.comEdirlene Bragaedirbraga@yahoo.com.brFernanda Versianinandaversiani@gmail.comJefferson Pereirajeffersonrodrigues@live.com<p>Este estudo aborda a opinião de servidores/as sobre a precarização do trabalho no setor público educacional de Minas Gerais, com foco nas contratações temporárias e na ausência de direitos funcionais, reflexo da atuação governamental neoliberal que, num governo gerencialista, incorpora conceitos e práticas da iniciativa privada. A pesquisa identifica as percepções de 112 servidores/as da secretaria de educação mineira sobre sua situação funcional e perspectivas de futuro, por meio da aplicação de questionário com questões fechadas e abertas. Os resultados indicam que os/as participantes percebem fragilização das condições de trabalho, especialmente quanto a estabilidade e valorização profissional, apontando tensões entre a lógica gerencial e as expectativas da categoria. O estudo contribui para o debate acerca da flexibilização do trabalho no setor educacional público.</p>2026-06-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Edilaine Braga, Edirlene Braga, Fernanda Versiani, Jefferson Pereirahttps://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/article/view/2871Perseguição a educadores/as no contexto brasileiro2026-06-17T14:24:58-03:00Salomão Ximenessalomao@usp.brLigia Ziggiotti de Oliveiraziggiotti@gmail.com<p>A perseguição a educadores/as é cada vez mais reconhecida como violação sistemática de direitos humanos no Brasil. Além de se situar no histórico cenário de desvalorização e crescente precariedade nas relações de trabalho, a realidade recente de depredação democrática se manifesta com tonalidades inéditas em ataques, perseguição e censura a educadores/as, que passam a constituir um grupo vulnerável por defenderem direitos humanos. Há avanços no reconhecimento do fenômeno e no repertório de produção teórica, doutrinária e jurisprudencial sobre liberdades educacionais, pluralismo e autonomia; mas há déficits institucionais na proteção desses/as educadores/as, favorecendo a fragmentação das respostas aos ataques, a ausência de políticas sistêmicas e a disseminação de políticas frontalmente contrárias a tais princípios. O artigo resulta de pesquisa aplicada objetivando a construção de protocolos de acolhimento e uma política pública de proteção a educadores/as, propondo um quadro de valoração jurídica das violações decorrentes de perseguição, tomando como base fontes factuais, normativas e jurisprudenciais, analisadas à luz do direito humano à educação e da noção de direitos humanos especiais de educadores/as.</p>2026-06-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Salomão Ximenes, Ligia Ziggiotti de Oliveirahttps://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/article/view/2358Infâncias, escolas e docências2026-06-17T14:25:22-03:00Giovana Alonso Botegaalonso.giovana@gmail.comTais Aparecida de Mouratais.moura@uemg.br<p>Este artigo objetiva ampliar análises e reflexões acerca do tempo, em especial o tempo das infâncias, escolas e docências. A argumentação fundamenta-se nos Estudos das Infâncias e na cartografia de inspiração deleuzo-guattariana, que constituiu uma perspectiva poética e criativa para a pesquisa, com novos-outros contornos a análises e reflexões sobre o cotidiano escolar. Foram discutidas implicações sobre como o tempo rege as experiências das crianças e as práticas docentes. Trazer visibilidade para essa temática propiciou outros modos de pensar sobre o tempo nas instituições de Educação Infantil, numa perspectiva menos controladora das crianças, de seus corpos e suas culturas, bem como argumentou sobre o quanto é importante que professoras e professores invertam lógicas do tempo na escola, buscando também outros sentidos à palavra <em>educação</em>.</p> <p> </p>2026-06-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Giovana Alonso Botega, Tais Aparecida de Mourahttps://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/article/view/2355Vivências escolares de pessoas trans na educação básica2025-02-04T10:50:20-03:00Matheus Eduardo Rodrigues Martinsmatheus.rodrigues@ufsc.brHelena Pich Soareshpslereu.x25@gmail.comThereza Cristina Bertazzo Silveira Viannatherezacristinaviana@gmail.com<p>Este artigo discute criticamente as vivências de pessoas transgênero, transexuais e travestis no cotidiano de escolas brasileiras, por meio de revisão da literatura. Discorre sobre as experiências de estudantes e professoras/es trans, além de temas que se interseccionam, como infância e adolescência trans, transmisoginia das normas escolares de gênero e a repercussão da transfobia na prática profissional. Fundamenta-se nos estudos transfeministas e decoloniais, tendo como metodologia a revisão integrativa, com buscas no portal Capes. A partir da análise crítica dos artigos, compreendeu-se que a discriminação de dissidentes de gênero-sexualidade está presente nas escolas como mecanismo biopolítico pautado na cisheteronormatividade para controle e exclusão, levando ao sofrimento e à evasão. Professoras/es trans que rompem com o estereótipo da prostituição recorrentemente são perseguidas pelo <em>cistema</em> educacional conivente com a transfobia. Ressalta-se a agência de pessoas trans, com inúmeros relatos de resistência e reinvenções e considera-se dever da instituição escolar a construção de ambientes de respeito e apoio, propiciando o decrescimento da evasão, espaços seguros para docentes trans e a necessária promulgação dos saberes calcados nas dissidências de gênero-sexualidade.</p>2026-06-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Matheus Eduardo Rodrigues Martins, Helena Pich Soares, Thereza Cristina Bertazzo Silveira Viannahttps://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/article/view/2307Educação, vulnerabilidade social e esperança2026-06-17T14:25:24-03:00Suênia de Lima Ferreirasuenia.dlferreira@hotmail.comIvonaldo Neres Leiteivonaldo.leite@gmail.com<p>Este trabalho resulta de um mestrado, com uma pesquisa desenvolvida com alunos/as do 9º Ano do Ensino Fundamental de uma escola do meio popular vulnerável em João Pessoa (PB). Seu objetivo é analisar a relação que os/as estudantes estabelecem entre a educação escolar e suas perspectivas de futuro. Metodologicamente, foi realizado um grupo focal com discentes, além da produção de redações autodescritivas a respeito da sua relação com a escola. Entre outros resultados, verificou-se que os/as estudantes prezam pela busca de ascensão social e qualidade de vida, não desejando reproduzir a condição em que vivem; alguns/umas professores/as e suas práticas servem de estímulo para que os/as alunos/as frequentem a escola; há impacto do quadro de vulnerabilidade social na vida escolar dos/das estudantes.</p>2026-06-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Suênia de Lima Ferreira, Ivonaldo Neres Leitehttps://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/article/view/3011Educação e igualdade racial: uma pauta permanente da CNTE2026-06-15T10:52:49-03:00Diretoria Executiva da CNTEcnte@cnte.org.br2026-06-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Diretoria Executiva da CNTEhttps://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/article/view/3010Afrorreferenciar a Educação2026-06-15T10:43:02-03:00Patricia Baroninarrativasdocampo@gmail.comIris Verena Oliveirairisveren@gmail.comAllan Carvalho Rodriguesallancr@id.uff.br<p>Abrir este conjunto de textos exige mais do que apresentar produções acadêmicas; exige escuta. Escuta das vozes que escrevem, das experiências que atravessam cada autoria e, sobretudo, das fissuras que esses textos provocam no campo educacional. Trata-se de um conjunto que tematiza as relações étnico-raciais e as reinscreve como condição de existência do próprio fazer educativo, tensionando currículos, linguagens, corpos e práticas. Os onze textos evidenciam a diversidade temática, mas sobretudo um projeto, a saber, desestabilizar as bases coloniais da educação. Seja pela arte, pela linguagem, pelo currículo, pela matemática, pela filosofia ou pelas práticas docentes, todos operam fissuras, o que não indica fragilidade, mas potência.</p>2026-06-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Patricia Baroni, Iris Verena Oliveira, Allan Carvalho Rodrigueshttps://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/article/view/2643De(s)coloniz-AfricAr-te2026-06-17T14:25:14-03:00Eduardo Junio Santos Mouraeduardo.moura@unimontes.brIsabella Santos Ramosaisabellasramos@gmail.comAndré Luiz Ferreira de Oliveiracontato@andreoliveira.com<p>Este artigo trata de temas teórico-práticos da Arte na Educação com base na questão ativadora: o que acontece quando África entra na aula de Arte? Apresenta uma pesquisa-ação sociocrítica, suas ações formativas em prol de uma Arte/Educação antirracista e suas ações pedagógicas materializadas no projeto <em>Cores pela Igualdade</em>, desenvolvido por uma Instituição de Ensino Superior pública e cinco escolas de educação básica da rede pública estadual de Minas Gerais. Ensinos e aprendizagens em Arte foram pensados em uma proposta de Arte-Educação decolonial e da empiria de processos com práxis antirracista e foco na Afrocentricidade. Quando África entra na aula de Arte há avanços significativos rumo ao enfrentamento e à superação de racismo, preconceito e discriminação racial nas escolas, apontando o quão urgente é invocar a pluralidade das tantas Áfricas ancestrais. Esse movimento reflete a lição de Sankofa, de que o olhar para o passado ressignifica o presente e contribui na construção do <em>humano ser</em> em direção a futuros possíveis.</p>2026-06-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Eduardo Junio Santos Moura, Isabella Santos Ramos, André Luiz Ferreira de Oliveirahttps://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/article/view/2665Relações étnico-raciais na educação: 2026-06-17T14:25:13-03:00Patrícia Modesto Matospatricia.modesto.matos23@gmail.comDalila Xavier de Françadalila@academico.ufs.br<p>Este artigo visa analisar o perfil dos/das professores/as em relação à formação continuada para a Educação para as Relações Étnico-Raciais – ERER e sua relação com a promoção da diversidade étnico-racial no ambiente escolar. Para essa finalidade, analisamos as respostas de 130 docentes da Educação Básica brasileira. Os/As participantes responderam a questões abertas e fechadas sobre a formação continuada e a atuação docente. As respostas às perguntas abertas foram analisadas por meio da análise temática. Concluímos que assim como na formação inicial, há uma lacuna em relação à ERER na formação continuada, aspecto que se reflete diretamente nas ações desenvolvidas no cotidiano escolar. Ou seja, as escolas promovem atividades para combater o racismo de forma pontual.</p>2026-06-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Patrícia Modesto Matos, Dalila Xavier de Françahttps://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/article/view/2697Educação Linguística, Gênero e Africanidade2026-06-17T14:25:12-03:00André Luiz Souza-Silvaandreluiz.bans@gmail.comLuciana Dornelles Ramoslu16ramos@gmail.com<p>Este artigo objetiva apresentar uma proposta didática para aula de Língua Portuguesa centrada no <em>pajubá</em> como fenômeno sociolinguístico, a partir da perspectiva da Educação Linguística combinada aos interesses do Letramento Racial Crítico. Propôs-se <em>Aurélia</em> como objeto de análise linguística para a 3ª série do Ensino Médio, oportunizando formação social e linguística que desenvolva uma educação étnico-racial com foco em análise linguística, compreensão de como gênero e etnia/raça se interseccionam no uso do <em>pajubá</em> e mapeamento da variação linguística como fenômeno identitário. Defendemos uma sociolinguística educacional socialmente constituída, dialogando com disciplinas e saberes como variação, ideologia e educação. Nesse movimento transdisciplinar de uma pedagogia da variação, sob influência negra na formação do português brasileiro, acionamos um método qualitativo propositivo, considerando possibilidades didático-pedagógicas em torno de um instrumento metalinguístico de caráter subversivo e itinerante. Por fim, alinhamos uma proposta que reflete sobre elementos fora do padrão social e linguístico e demarca o lugar do <em>pretuguês</em> e do falar de travestis na história brasileira.</p>2026-06-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 André Luiz Souza-Silva, Luciana Dornelles Ramoshttps://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/article/view/2719Corpo negro como rasura ontológica2026-06-17T14:25:08-03:00Luis Thiago Freire Dantasfdthiago@gmail.comEllen Miranda de Oliveiramirandaellen1807@gmail.com<p>Este ensaio propõe o corpo negro como rasura ontológica na qual sua vivência se insurge contra a gramática colonial que o reduz a objeto ou mercadoria. Com metodologia teórica-analítica, discute-se a gramática da exclusão e a linguagem operando como tecnologia de poder que institui a branquitude como norma e condena pessoas negras à ‘zona do não-ser’. A <em>escrevivência</em> emerge, assim, como prática epistêmica e política de reexistência, rasurando a narrativa dominante, reinscrevendo a existência negra como potência e articulando uma pedagogia da insurgência. Discute-se como os cotidianos negros aparecem nos espaços formativos, mesmo sob violência estrutural, desafiando a lógica escolar e social que naturaliza a inferiorização e destaca-se como a rasura, longe de ser falha, é fissura, pois abre caminho para uma nova gramática, plural e descolonizada, em que a insurgência negra, seja no grito, na escrita ou no cotidiano, redefine a humanidade para além dos limites da branquitude.</p>2026-06-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Luis Thiago Freire Dantas, Ellen Miranda de Oliveirahttps://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/article/view/2739Literatura negro-brasileira e a BNCC2026-06-17T14:25:07-03:00Rafael Ferreira de Souza Honoratorafaelhonorato@servidor.uepb.edu.brLuís Paulo Cruz Borgesborgesluispaulo@yahoo.com.brGabriel César de Araújogabrielbernado2004@gmail.com<p>O presente estudo objetiva refletir sobre como a literatura negro-brasileira é tratada na Base Nacional Comum Curricular – BNCC, problematizando fundamentos modernos da pesquisa, apresentando essa literatura como ferramenta ontoepistemológica e desafiando o cânone literário tradicional, majoritariamente eurocêntrico. Apesar de a BNCC incluir a diversidade cultural, a literatura negra é tratada de forma secundária, e a estrutura padronizada do currículo limita a integração de contribuições culturais negras, diminuindo seu impacto. É fundamental fortalecer a presença da literatura negra no currículo como elemento central para uma educação antirracista. Trata-se de um ato de reconfiguração epistêmica e política que amplia as visões de mundo e afirma interesses de grupos historicamente silenciados, reforçando a ideia de que o currículo deve ser visto como território de disputa racializada e questionando o que é considerado saber legítimo e quem tem o direito de produzi-lo.</p>2026-06-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Rafael Ferreira de Souza Honorato, Luís Paulo Cruz Borges, Gabriel César de Araújohttps://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/article/view/2707Imagens que “falam"2026-06-17T14:25:10-03:00Kewin Leonardo Santana Costakewinleonardosc@gmail.comLívia de Rezende Cardosolivinha.bio@gmail.com<p>A presente pesquisa objetiva problematizar os significados produzidos por imagens que representam relações sociais em livros didáticos de Ciências da Natureza, considerando especificidades e problemáticas inerentes às relações étnico-raciais estabelecidas no Brasil. Metodologicamente, realizamos uma análise afrorreferenciada de duas coleções aprovadas pelo edital de 2021 do Programa Nacional do Livro e do Material Didático, nos preocupando em identificar, analisar e problematizar os modos como as relações sociais entre negros/as e brancos/as eram representadas. Observamos pequenos avanços relacionados ao aumento quantitativo de representações da diversidade racial e significados positivos associados a pessoas negras, por outro lado, identificamos silenciamentos e marcas das ideologias do branqueamento e da democracia racial nas representações. Isso desvela as contribuições de noções – ainda – colonizadas sobre as relações sociais, a diversidade e as diferenças raciais na composição das imagens analisadas e dos significados (re)produzidos por elas.</p>2026-06-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Kewin Leonardo Santana Costa, Lívia de Rezende Cardosohttps://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/article/view/2771Resgatando saberes afrorreferenciados2026-06-17T14:25:05-03:00Barbara da Silva Santos Corrêabarbaracorrea13@gmail.comSabrina Moura Kiffer de Almeidasmk.kiffer@gmail.com<p>O artigo apresenta o projeto <em>Resgatando Saberes Afrorreferenciados: Raízes Matemáticas em África</em>, desenvolvido com/por/para estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental. O objetivo central é a descolonização do currículo de matemática por meio da valorização da etnomatemática e da perfuração das estruturas coloniais do ensino. Fundamentado em legislações nacionais e nas contribuições teóricas de Bento, D’Ambrósio e Adichie, o estudo articula oficinas e vivências com jogos tradicionais africanos, práticas narrativas e coletivas para estimular a circulação de saberes marginalizados, combater o racismo epistêmico e promover experiências educativas emancipatórias. Os resultados a partir de um currículo afrorreferenciado evidenciam a ampliação da autonomia intelectual, o protagonismo dos estudantes e a construção de uma educação matemática crítica, plural e antirracista.</p>2026-06-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Barbara da Silva Santos Corrêa, Sabrina Moura Kiffer de Almeidahttps://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/article/view/2761Relações raciais na experiência docente2026-06-17T14:25:06-03:00Lécia Nájla dos Santos Meloleciamelo31@gmail.comEdmacy Quirina de Souzaesouza@uesb.edu.br<p>O artigo objetiva considerar como as relações raciais vivenciadas por docentes implicam em suas práticas pedagógicas. Apresenta o recorte de pesquisa de mestrado na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia com professores/as das Ciências Humanas dos anos finais do ensino fundamental numa escola pública em Ilhéus/BA, por meio de encontros decolonizantes e a produção de cartas pedagógicas. O estudo revelou que o percurso pessoal de muitos/as docentes é ainda demarcado pelo racismo e que o silenciamento está presente em sua formação e persiste no cotidiano do trabalho docente. Também demonstrou que considerar as relações raciais na vida, formação e profissão a partir das experiências dos/das docentes é um caminho fundamental na compreensão e transformação das questões étnico-raciais no espaço escolar, visando o rompimento das colonialidades e a construção de uma educação antirracista.</p>2026-06-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Lécia Nájla dos Santos Melo, Edmacy Quirina de Souzahttps://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/article/view/2704Narrativas africanas em uma escola quilombola2026-04-17T17:08:58-03:00Ana Paula da Cunha Góesana-goes@uergs.edu.brMaria Cristina Schefermaria-cristina@uergs.edu.br<p>Este artigo apresenta parte de pesquisa de mestrado sobre literatura oral africana e afrodiaspórica em escola quilombola no Rio Grande do Sul, numa turma do 4.º ano do Ensino Fundamental, com registros das interações das crianças com narrativas orais do livro <em>A África recontada para crianças</em>, de Avani Souza Silva (especificamente os contos <em>O Boi Blimundo</em> e <em>Quanto custa um escravo</em>?). A análise teórica fundamentou-se em Chabal, Derive, Finnegan, Leite e Martins, permitindo compreender a natureza da oralidade africana e seus processos de transculturação. Os dados revelaram barreiras institucionais e subjetivas quanto a história, cultura da população negra e implementação da Lei n.º 10.639/2003, mesmo após duas décadas de sua promulgação. A receptividade dos textos pelas crianças negras e não negras revelou o potencial dessa expressão artística para o fortalecimento étnico-racial do povo do quilombo e para a construção de um currículo intercultural no espaço escolar.</p>2026-06-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Ana Paula da Cunha Góes, Maria Cristina Scheferhttps://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/article/view/2717Os abebés de Oxum e Iemanjá como potência antirracista2026-06-17T14:25:10-03:00Maria José Silvacomunicacao.maria@gmail.comMailsa Passosmailsappassos@gmail.com<p>Este artigo, com foco nas Relações Étnico-Raciais, investiga experiências pedagógicas antirracistas de educadoras negras da Baixada Fluminense, que propõe compreender como suas palavras operam como <em>abebés</em> míticos africanos (espelhos de Oxum e Iemanjá) auxiliando na atualização das nossas imagens individuais e coletivas. Os abebés funcionam como dispositivos epistemológicos, oferecendo uma lente para pensar a potência criadora das palavras dessas mulheres na Educação Básica. As narrativas foram coletadas por meio do <em>Afroescuta</em> <em>Podcast</em>, com metodologia centrada na oralidade, valorizando a palavra-voz como fonte de conhecimento. Concluímos que a escuta atenta dessas vozes permite evidenciar práticas pedagógicas que transcendem ações pontuais, constituindo gestos coletivos de enfrentamento ao racismo e reafirmação da presença negra na escola, reafirmando a importância de epistemologias negras na transformação das práticas educativas e no combate às narrativas coloniais.</p> <p> </p> <p> </p>2026-06-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Maria José Silva, Mailsa Passoshttps://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/article/view/2802Ensinando filosofia a partir da vida e das margens2026-06-17T14:24:59-03:00Erick Santos da Silvaerick.psicologia7@gmail.com<p>Este artigo apresenta uma reflexão crítica sobre a experiência de aulas de Filosofia em uma escola pública alagoana, com uma proposta pedagógica centrada no amor como categoria filosófica, política e ética. Inspirado pela obra de bell hooks, o trabalho problematiza o ensino tradicional de Filosofia e propõe um deslocamento epistemológico integrando razão, afeto e corporeidade, com uma abordagem decolonial. A partir de registros em diário de campo, planejamentos e produções audiovisuais de estudantes, analisa-se como o amor pode operar como prática de resistência e reumanização no ambiente escolar, especialmente entre sujeitos/as historicamente atravessados/as por opressões de raça, gênero e classe. Tematizar o amor no Ensino Médio, em contextos marcados por desigualdades, é um gesto afetivo e um movimento pedagógico insurgente que tensiona o currículo hegemônico e potencializa a Filosofia na luta antirracista como prática emancipatória</p>2026-06-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Erick Santos da Silvahttps://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/article/view/3009Afrorreferenciamento, o Novo PNE e as perspectivas para a Escola Pública2026-06-15T10:32:09-03:00Leda Scheibelscheibe@uol.com.br2026-06-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Leda Scheibehttps://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/article/view/2608Entre leis e labirintos2026-06-17T14:25:15-03:00Renata Ricken Siqueirarenataricken@gmail.com2026-06-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Renata Ricken Siqueirahttps://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/article/view/2499Educação, autonomia e outras formas possíveis de existência no mundo2026-06-17T14:25:20-03:00Francisco André Silva Martinsfrancisco.martins@uemg.brAdriano Oliveira bandeira de Melodidixadriano@gmail.com2026-06-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Francisco André Silva Martins, Adriano Oliveira bandeira de Melohttps://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/article/view/2327Graduar-se e tornar-se docente2026-06-17T14:25:24-03:00Vinícius de Oliveira Bezerravinicius.olibez@gmail.com<p>O presente trabalho objetiva realizar um balanço crítico sobre a atuação do autor como professor de História na Rede Municipal de Ensino de Campo Grande/MS, em turmas de 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, durante seus cinco primeiros anos de carreira. O intuito é refletir sobre as dificuldades de um professor iniciante, bem como a consolidação (ainda em andamento) de um trabalho docente mais qualificado. O texto apresenta cinco tópicos que enfatizam aspectos da docência, com suporte em Paulo Freire, José Carlos Libâneo e Celso Vasconcellos. Considerou-se o contexto da comunidade escolar para discutir as problemáticas da disciplina, bem como a metodologia do processo de ensino e aprendizagem. São realizadas considerações sobre o ofício docente e os desafios presentes, buscando contribuir para a formação inicial e continuada de outros/as professores/as, sobretudo os/as que estão iniciando sua atuação em sala de aula.</p>2026-06-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Vinícius de Oliveira Bezerrahttps://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/article/view/2336Inclusão em ação, celebrando as diferenças2025-06-07T15:53:11-03:00Fábio Júnior Dorneles dos Santosdornelesjunior1999@gmail.comCamila Aguilar Busatta aguilar@uri.edu.br<p>O artigo apresenta um relato de experiência desenvolvido em uma escola pública no município de Frederico Westphalen/RS. Defendemos a ideia de que desenvolver projetos alusivos à inclusão pode mudar realidades, mesmo sendo desafiador. Objetivando a conscientização e a compreensão acerca das deficiências visual, auditiva e física foi realizada a problematização sobre a construção de uma sociedade mais inclusiva, receptiva, respeitosa e justa; para isso, desenvolveu-se uma sequência didática oriunda de um projeto de extensão, com duração de nove dias, pensada para estudantes de uma turma de oitavo ano do ensino fundamental II. Os resultados foram significativos, uma vez que se observou o envolvimento dos/das estudantes na construção de conhecimentos e do plano de ação para que a escola onde estudam seja mais inclusiva, como também demonstrou o quanto se importam com o ato de incluir as pessoas com deficiência.</p>2026-06-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Fábio Júnior Dorneles dos Santos, Camila Aguilar Busatta https://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/article/view/2142“Poesia é voar fora da asa”2026-06-17T14:25:29-03:00Ana Catharina Urbano Martins de Sousa Bagolananacatharina@nei.ufrn.brGilvania Lima de Souza Mirandagilvania_souza@nei.ufrn.br<p>Considerando o interesse das crianças de uma turma do 4º ano do Ensino Fundamental por poemas de Manoel de Barros, organizamos em 2021 uma prática pedagógica significativa, de modo que as crianças pudessem conhecer e se apropriar do gênero textual poemas. Com abordagem qualitativa, procuramos, pelo viés da pesquisa descritiva, refletir sobre a prática pedagógica supracitada analisando suas contribuições para a formação de leitores/as literários/as, desenvolvendo sensibilidade estética, autoria, criatividade etc. Assim, lemos, apreciamos e refletimos sobre os poemas de Manoel de Barros, sistematizando conhecimentos sobre suas produções. A culminância do trabalho se deu com um Sarau Poético, no qual as crianças produziram seus próprios poemas explorando novas composições literárias.</p>2026-06-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Ana Catharina Urbano Martins de Sousa Bagolan, Gilvania Lima de Souza Miranda